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“A História Da Alma Que Usava Chapéu Preto” Introdução e Considerações sobre o estado de estar perfeito ou algo assim

Aqui falta uma imagem.

“A História Da Alma Que Usava Chapéu Preto” é um projecto recente mas intitulado há já algumas dezenas de anos. Poderá vir a ser concretizado de modo inimaginado e dele farão parte um conjunto de publicações entre as quais esta, tal como as suas sucessoras cronológicas, reunidas neste blog ao longo de 2018.

Alerto(-me) que tenho em mãos uma sequência de fragmentos não planificada, parte integrante de um estudo em desenvolvimento, não há muito mais a dizer …Talvez e apenas que tenciono ilustrá-las com imagens e quadros que fui fazendo ao longo dos anos. E que, há sempre o factor surpresa!

Ei-los.

Coimbra, por volta de 1990

Calculo que um estado perfeito seja aquele que não se recorda, nunca, e mesmo que imaginável, não será passível de vir a ser reproduzido, intencionalmente, por exigir uma identificação total entre tudo e nada ao mesmo tempo, numa fusão ideal.

[Definição de estado perfeito] Atingir o âmago, aquilo, o auge. Que não existe, mas que é possível. E exclusivo.

Como exprimir-me melhor? Não há tempo, não há espaço. Há um fluir sensacional!

[Prosseguindo … ]

Mais tarde o tudo é descrito como o nada, que a memória não atinge e que se atingisse, reproduzia. E assim voltava-se lá e então as pessoas morreriam sentadas, em pé , do modo que estivessem, …

E fico curiosa. Não escrevi mais. Não sei o que estava a ler. Gostava, na altura, de escrever em folhas brancas, soltas. Tinha lido a Obra Aberta do Humberto Eco. Futuristas, etc. Ainda gosto.


Legenda

Entre parêntesis rectos, inserções actuais.

“Para ele, morrer de peste não era mais terrível do que morrer de mediocridade, de espírito mercantil, da corrupção que nos rodeia. Queria que as pessoas tomassem consciência de que estavam a morrer. Metê-las à força num estado poético. (…)” (Anaïs Nin, Diário)


Eu, Antonin Artaud. Tradução e notas de Aníbal Fernandes. Hiena Editora, p. 20. Lisboa, 1988.

(…) Saber, ou procurar saber, não basta. É indispensável viver de acordo com o que se sabe. (…)

Yvette K. Centeno

Fernando Pessoa: magia e fantasia. Edições ASA, p. 140. Porto, 2004.