Igual na essência, melhorado na malvadez e pior na desumanidade.

É a minha análise de David Rodrigues, décadas depois de o conhecer pessoalmente, muito mal.

Coloco aqui os apontamentos depois de ler um artigo de opinião que escreveu no Jornal O Público.

Sem filtro:

Muito bom!!!!

A encerrar esta breve súmula evocaríamos o documento “Social Inclusion  of  Children  and Young People  with  Disabilities” (2013), do Conselho da Europa, onde se defende a educação inclusiva como meio fundamental para criar uma sociedade inclusiva.

Mais adiante:

Podemos encontrar projetos e práticas inclusivas de muita valia em escolas portuguesas que coexistem com situações que, sem dúvida, precisamos melhorar.

Resolve dizendo …

Seria, no entanto, ridículo, que as dificuldades que se encontram quando se quer responder a estas necessidades nos fizessem desistir dos valores que as informam. Seria como, por exemplo, ao constatar que existem ainda hoje no mundo situações de escravatura, argumentar que a sua abolição foi errada, inútil ou precipitada.

Depois … fala do MESTRE apelidando-o de posição“contracorrente” 

e refere  o texto publicado neste jornal em 15 de abril, por Luís de Miranda Correia. Classifica o texto de apaixonado e de rude. Diz que não há lá ideias … ai David ….

Desisto. Igual na essência, melhorado na malvadez e pior na desumanidade.

Copy paste efusivo sobre o mindfulness

O mindfulness é vendido como se fosse uma panaceia para qualquer estado mental de ansiedade … mas …. os estudos começam a mostrar que pode, aliás, causar ainda mais ansiedade e que a meditação … e … tem efeitos adversos para algumas pessoas.

Ou seja, o ónus passa a ser dos indivíduos, e o mindfulness é usado para manter um sentimento de pertença e statu quo em vez de ajudar as pessoas a, coletivamente, trabalhar para que haja mudanças estruturais nas condições de trabalho a que estão sujeitas – e assim reduzir o stresse.

Captura de ecrã 2019-10-30, às 20.09.09

Pior ainda …

Porque trabalhadores felizes são mais produtivos…
Bem, isso tem sido uma ideia da gestão desde há 60, 70 anos, que vai e vem em diferentes momentos. Mas o mindfulness envia a mensagem de que os indivíduos são responsáveis pela sua saúde mental, independentemente dos salários ou das condições de trabalho.

Sabem que mais, é ler tudo em

“O mindfulness é a ‘espiritualidade do capitalismo’”

[http://visao.sapo.pt/atualidade/entrevistas-visao/2019-10-27-O-mindfulness-e-a-espiritualidade-do-capitalismo?fbclid=IwAR1Gq_72_gE8yJroRJUr9dmpxhxSjh-9itLBDIIPwEDdzEBKBSCDV8KOzHs]

 

E se falha a ‘luz’?

Tenho um hábito antigo que é começar pelo fim.

Captura de ecrã 2018-08-14, às 14.43.04

O que pretendo? ‘colar’ uma citação, um parágrafo sobre algo que nos andam a impingir como se fossemos crianças. E que, a meu ver, está a funcionar lindamente. Isto, a ter em conta os resultados de um estudo apresentado pela alta comissão ‘destas coisas’.

Siga a citação número um:

Dada a precisão das tecnologias de IA no diagnóstico do câncer, uma grande maioria dos pais da geração do milênio na China, na Índia e no Brasil acredita que a doença será erradicada durante a vida de seus filhos, enquanto nos EUA e no Reino Unido estão divididos nesse resultado potencial.

E a número dois, mais forte:

Em decisões de vida ou morte para geração Alpha Kids ou seus próprios pais,
Millennials confiam em médicos que dependem de AI
Quando perguntados se confiariam em médicos baseando suas recomendações em dados da AI para tomar decisões de vida ou morte em relação a seus filhos, 51% dos pais da geração do milênio na Índia dizem concordar fortemente. Esse número está mais perto de um terço na China, nos EUA e no Brasil.

Por comodidade usei o Google tradutor. É AI ou IA, de certo modo. A máquina funciona de forma autónoma, inteligentemente. Dois coelhos de uma assentada, expressão feia que substituo por ‘dois em um’ para o efeito pretendido.

Entendem por geração Alfa os miúdos nascidos entre 2010 e 2025. Seus pais, são a geração Milénio (nascidos entre 1980 e 1995). O ‘estudo’ pode ser consultado aqui Generation AI 2018: Second Annual Study of Millennial Parents of Generation Alpha Kids  com hiperligação para Generation AI 2018 (de onde se ‘apanhou’ o printscreen).