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Para a Moriae, foi algo que a minha inspiradora amiga me dedicou há 10 anos e uns dias.

Uma leitora pede-me algumas informações que aqui lhe deixo, completando o comentário que acrescentei ao post dsobre Marcel Robelin, artista cuja obra tem dimensão simbólica, é certo, mas nada que o aproxime de qualquer matéria ocultista mais directa.
Moriae pede-me que diga alguma coisa sobre o Tarot.
Deixo-lhe antes indicações bibliográficas:
Stuart R. Kaplan, Encyclopedia of Tarot, que tem uma informação muito completa sobre a história e as leituras possíveis do Tarot.
E a seguir praticar, com algum dos Tarots disponíveis.
Com o tempo chegará à conclusão de que o sentido das cartas, ou da carta, vai sendo revelado com a prática de leitura e com o tempo.
Na realidade, por muita curiosidade de antecipação que se tenha, é o tempo que nos organiza a vida e o destino.
Já no Padre António Vieira podemos ler, no cap. I da História do Futuro que no tempo existem dois hemisférios, um (superior e visível) contendo o passado, outro ( inferior e invisível) contendo o futuro, e é “no meio de um e outro que imos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa”.
O que quero dizer é que nestas aventuras da alma não é tanto de adivinhação nem sequer de contemplação que se trata, mas sim de imaginação.
Sem desprimor para essa Folle du Logis, pois é da capacidade de imaginar que resulta o que tem havido de melhor e mais avançado, na arte como na ciência.
E ao menos por enquanto o exercício de imaginar é livre, e isento de imposto…”

Posted by Yvette Centeno at 2:18 PM @ Simbologia e Alquimia